quarta-feira, 21 de abril de 2010

Liberdade, Liberdade




Jean-Jacques Rousseau, escritor, filósofo, teórico político, uma das figuras marcantes do Iluminismo francês, ao defender que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem, inspirou todos os movimentos que visavam uma busca pela liberdade. Uma delas é a Revolução Francesa, que é o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité). Outra é a Inconfidência Mineira, o qual nesta semana comemora o dia de seu líder, Tiradentes, que em 1789 tentou uma revolução para a independência de Minas Gerais com Portugal. Hoje estão estampados na bandeira de Minas Gerais os dizeres em latim: Libertas Quǽ Será Tamen, que significa “Liberdade Ainda Que Tadia”. O interessante é que sempre houve líderes que lutaram pela liberdade de seu povo, mas sabemos que a verdadeira liberdade não reside em um pensamento, não se consegue com luta violenta, mesmo sendo objetiva, ou com revolução. A liberdade é um estado da alma, só se consegue com a libertação espiritual. A verdadeira liberdade reside na verdade das Boas-novas do reino de Deus, que é Cristo. Ele diz no evangelho de João 8. 32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” E, ainda declara em João 14. 6 – “...Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”. Ele é a VERDADE que LIBERTA. Vão levantar líderes para promover a liberdade, mas será em vão, pois a única verdade que liberta é Jesus Cristo. Amém.
Deus abençoe!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Interior






“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.
Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.”
(Mateus 23:25 - 27)

Na conversa com a mulher samaritana Jesus diz que, se ela bebesse da água que Ele estava lhe oferecendo, rios de água viva fluiriam de seu interior. Qual o tipo de espiritualidade você está envolvido? Será que você está sentindo as águas de Deus fluindo em seu interior? Ou será que você tem estado triste e abatido esperando uma atitude da igreja ou do pastor para que se mudem as coisas em sua volta? Temos que abrir para o ESPIRITUAL. A bíblia nos diz em Efésios (6. 12) que a nossa luta não é contra a carne e o sangue e sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. E porque estamos presos a um sistema religioso que presa uma externa espiritualidade, como que se prestássemos contas a homens? Não temos que nos preocupar com o nosso exterior, se estamos parecendo santos, religiosos, se parecemos ser crentes, se andamos como crentes. Não temos que nos preocupar com o que o irmão do lado está pensando de nós. Temos que olhar para Jesus e, que ele pare e olhe também para Jesus e não repare como é que estamos na presença do Senhor! O que os fariseus faziam que aborrecia a Jesus era sua religiosidade, o legalismo e a hipocrisia. Deus não quer que participemos de um culto a Ele apenas por participar. Deus não quer uma cerimônia religiosa. Ele quer vida no altar, Ele quer rosto no pó, quer coração aberto, quer boca que professa o amor dEle, lábios que o adorem em Espírito e em Verdade. “È preferível não parecer sendo, do que parecer não sendo”. Não há mais um templo onde Deus se mostra em glória. Nós somos a habitação de Deus hoje. Como está o seu templo espiritual? Como está seu interior? Deus pode realmente habitar dentro do seu interior, pode transbordar e fluir de dentro de você?
Pense nisto!
Deus abençoe!


quinta-feira, 8 de abril de 2010

NOSSO TEMPO



“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.”
(Efésios 5:15 - 16)
Deus não precisa que dediquemos um tempo para Ele. Nós é que precisamos de um tempo dedicado a Ele. Uma intimidade só é conquistada com tempo e dedicação. Se não construirmos este tempo com Deus, é como, por exemplo, encontrar um amigo distante que não vemos há anos, a verdade é que, ficamos sem muito assunto, a não ser o assunto do tempo que passávamos juntos na época que éramos íntimos. Agora, quando se constrói uma amizade íntima, temos assuntos sem fim para conversar. Assim é com Deus, assim é que Ele quer que relacionemos com Ele, em intimidade. Na intimidade com Deus, temos assuntos sem fim e, quanto mais estamos com Ele, mais e mais queremos estar com Ele, mais e mais queremos conversar com Ele. Nosso tempo é precioso. Deus quer que aproveitemos nosso tempo da melhor maneira o possível. Aproveitar com sabedoria o tempo é saber remir o tempo. Deus quer que sejamos cuidadosos com que fazemos (agir prudentemente) em santidade, dedicação e perseverança. Sabemos que os dias são maus, e temos que vigiar para não nos envolver nesta maldade que desagrada a Deus. Ele deseja que sejamos bons administradores de nosso tempo. Deus tem o controle do tempo e, faz tudo em seu devido tempo.

Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. (Ec 3. 14-15)

Deus pedirá conta de tudo o que fazemos. E, o que estamos fazendo neste período curto de tempo em que vivemos? Tiago 4. 14 diz que a nossa vida é como o vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. O que estamos fazendo de nossas vidas? Deus quer que passemos os nossos dias na Terra com excelência e dignidade, desfrutando de tudo com sabedoria e disciplina e, assim o nome dEle será engrandecido em nós. Pensemos nisto!
Deus abençoe!

quinta-feira, 25 de março de 2010

PENSANDO EM NÓS




“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.”
Rm 8. 28

Há situações que acontecem em nossas vidas que parecem não pertencer aos que um dia se tornaram filhos de Deus. Há coisas que nos acontecem que não entendemos que poderiam ser permissão de Deus para nossas vidas. Pensamos que, como pais, não faríamos a mesma coisa para os nossos filhos, simplesmente, pelo fato de não querer vê-lo sofrer. Porém, se pudéssemos conhecer o futuro de seus passos e, realmente ter a certeza de qual caminho lhe traria maior felicidade, deixaríamos pagar o preço do sofrimento, para que, sucessivamente, encontrasse alívio, gozo e paz que ele precisa? E, não é assim que Deus age conosco? Ele é o único sabedor do futuro. Ele permite certas coisas em nossas vidas, tais sofrimentos, angústias, aflições e sentimentos de impotência, pois espera que confiemos nEle. Conheçamos o seu agir! Ele nos ama e quer que encontremos a felicidade, a “tal prosperidade”. Mas, acima de tudo, Ele quer que cresçamos rumo à perfeição, a santificação. Como pais, não desejamos para nossos filhos o amadurecimento e responsabilidade? E, quanto são os anos de angústia e amarguras de um pai, ou mãe, até que seu filho chegue a este amadurecimento? Assim também, Deus espera de nós, como um Pai, nosso amadurecimento espiritual através da santificação. Não soframos tanto pensando que Deus não está nem aí, Ele se importa com você. Ele te ama. E, sabe o que faz!
Deus abençoe!

terça-feira, 2 de março de 2010

Engrenagem


“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.”
Rm 8. 28

No argumento filosófico do desígnio, de Willian Paley em 1802, “Deus é como um relojoeiro e o universo como um grande relógio”. Tudo o que foi feito, foi projetado por um arquiteto minucioso, tudo foi criado para um devido fim, para um devido propósito. Existe uma ideia, oriunda de um conceito pós-moderno e evolucionista de que tudo se originou do “acaso”. Charles Darwin em seu livro, Origens das Espécies, coloca em cheque, através de uma teoria sem fundamentos científicos claros, a criação de Deus. Após isto, filósofos, cientistas, educadores e até mesmo teólogos, vem se fundamentando no conceito de que não houve um arquiteto que projetou e fez todo o universo, e sim, tudo foi obra do acaso. Como se não bastasse, influenciados por ideias cada vez mais humanistas, estes novos pensadores se imergem em contaminar a mídia com ateísmo. Tanto a origem da vida, como também a origem espiritual, vem de um só – Deus.

“A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas e sabe tudo que é ou que pode ser feito.”

“A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”

Estas duas frases são de Isaac Newton, cientista e teólogo, duas coisas que parecem que não podem se misturar, mas pode. Tudo tem explicação, e o fim é Deus. Nada na nossa vida acontece por acaso, tudo faz parte de uma engrenagem, tudo faz parte de um sistema montado por aquele que é dono do projeto – Deus. Se você tem dúvida do porque tal coisa aconteceu em sua vida, saiba que tudo isso aconteceu para o seu bem.

Deus te abençoe!
Graça e Paz

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sapatos Novos


“CANTAI ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, todos os moradores da terra. Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome: anunciai a sua salvação de dia em dia. Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.”
Sl 96. 1 – 3.

Nada melhor do que calçar sapatos novos. O cheirinho do couro pintado e da borracha da sola, não há nada que se compare. Como é bom olhar no espelho e ver o sapato combinando com a roupa. Muitas mulheres são fissuradas por pares de sapatos novos, as vezes não se seguram ao desejo de obter tal par. Mas, muitas vezes, insistimos em usar um par de sapatos mesmo que ele esteja velho. Entendo que, quanto mais usamos um sapato mais ele fica confortável, fica cada vez mais com o “jeitão” de nossos pés, se moldam ao nosso andar. As vezes, mesmo furado, descolado, com salto lascado, mesmo na chuva, com os pés molhados, teimamos em usá-lo. Assim é também a nossa vida espiritual, nos acomodamos em nossos lugares, cargos e afazeres religiosos. Nos sentimos confortáveis com nossa situação, e a nossa vida com Deus já está com o nosso “jeitão”, estamos caminhando na fé de acordo com os nossos próprios passos, da nossa maneira, não pode haver mudanças! O culto tem que nos agradar, os louvores tem que estar bom aos nossos ouvidos, as programações tem que estar de acordo com os nossos gostos, as pessoas que convivemos tem que nos tratar da melhor maneira. Queremos, teimamos e insistimos para que as coisas sejam moldadas ao nosso “jeitão”. Nos escondemos atrás de nossa religiosidade e estamos cada vez mais longe de Deus. Queremos para nós a vontade que pertence a Deus. Deus quer que tomemos atitudes de renovo, que calcemos sapatos novos. Quer que renovemos nossos votos e o compromisso da perspectiva do “cântico novo”. Ele espera que nos atualizemos que andemos olhando para frente e observando o mundo em nossa volta, que evoluamos junto com o progresso e a tecnologia afim de usarmos recursos para falar e transmitir as boas novas de maneira que, o mundo desta era presente entenda a mensagem da CRUZ. Chega de comodismo, chega de teimosia, chega do que é velho! Cantemos ao Senhor um cântico novo, calcemos sapatos novos e deixemos os que estão velhos e encharcando os nossos pés de lado.
Graça e Paz.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RESISTÊNCIA



“ Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” – Tg 4. 7

Será que estamos prontos a resistir as tentações? Será que estamos prontos a dizer não aos desejos e sutilezas do inimigo? O diabo é inimigo da nossa alma, ele age com perspicácia, sagacidade e persuasão. Na história de José (do Egito – Gn 39), quando ele se tornou o mordomo de seu senhor Potifar, podemos perceber a artimanha de Satanás para o fazer cair em pecado. José havia sido vendido como escravo a Potifar que o pôs para trabalhar em sua casa, pois, percebeu que tudo o que José fazia dava certo. Deus começou a abençoar José com prosperidade onde suas mãos tocavam, e Potifar começou a prosperar em sua casa e no campo. A bíblia diz que José era formoso, então a mulher de seu senhor tentou seduzi-lo, mas não conseguiu. Apesar da Bíblia não falar como era a mulher de Potifar, podemos deduzir que ela também era muito bonita, formosa e sedutora. As egípcias eram mulheres vaidosas e se cuidavam. Ainda mais, sendo Potifar um dos grandes homens do Egito, o Capitão da Guarda real, com certeza, sua mulher era uma das mais belas mulheres egípcias. Porém, José se fez fiel a seu senhor e passou pela prova mostrando respeito e honestidade a seu senhor e, principalmente, não queria pecar contra Deus (v. 9). A sutileza do inimigo é esperar o momento certo de atacar-nos e a José, esperou que seu chefe saísse para que assim, aproveitasse um descuido e distração dele, literalmente o agarrou. Mesmo em tal situação de sedução extrema, José não cedeu a tal ameaça, resistiu e saiu correndo. Muitas vezes encaramos tal situação de desespero, somos agarrados pelo inimigo e, muitas vezes o que temos a fazer é correr do pecado, as vezes o escape é a porta da rua. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas, fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes, com a tentação, dará também o escape, para que a possais suportar.” – I Co 10. 13. Suporte a investida de Satanás com resistência, ao invés de você sair correndo, ele correrá de vós. Mas, contudo, se o escape for sair correndo pela rua a fora, faça isso! “Pois, vale mais ter sua vida marcada pela coragem da resistência do que pela covardia da entrega à volúpia.”
Graça e Paz.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

QADOSH



“ Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.” – (Lv 19. 2)

Qadosh é uma palavra hebraica que significa separado, dedicados a propósitos sagrados, limpo, cerimonial e moralmente puro. Deus ensina aos filhos de Israel a serem santos. Eles tinham passado 430 anos em cativeiro no Egito e tinham esquecido de Deus, não tinham mais o contato com o Deus de seus antepassados. Tanto é que, para referenciar de que Deus Moisés estava falando, ele cita o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Ex 3. 16). Nem mesmo Moisés sabia com quem estava falando no deserto (Ex 3. 5 – 6). O povo hebreu tinha se esquecido de Deus e se voltado aos deuses do Egito. Todas as pragas que Deus mandou sobre o Egito eram para crerem que Yahweh era o TODO-PODEROSO Deus de seus antepassados. O propósito de Deus para o Seu povo era que se santificassem, esquecessem os antigos deuses ao qual adoravam em cativeiro. Para eles não era fácil acreditar no Deus invisível, temos que lembrar que quando Moisés esteve quarenta dias no monte santo do Sinai, para receber as leis de Deus, eles fundiram para si um bezerro de ouro, dançavam, cantavam e festejavam, pois achavam que Moisés estava demorando a voltar. Então, era em Yahweh que confiavam ou em Moisés? Como alguém pode ser santo como Deus se não O conhece e, não o tem como referência e intimidade? Alguns pensam que santidade é estado de êxtase, danças, e arrepios que sobem pelas costas, outros pensam que santidade é ser silencioso e compenetrado, ou então pensam em clausura. Mas, santidade não é nem uma coisa nem outra. Ser santo, também não é ser milagreiro, nem ter um dom mais elevado dos que os outros. Santidade é ser separado, consagrado, dedicado, ser limpo andando em um mundo corrompido, estando nele e não pertencendo a ele. Ser santo é ser sal da terra, luz para um mundo de trevas. Isto é ser santo. Reconhecer Deus em todos os seus caminhos e andar em espírito, é estar em pleno momento de santidade. Vale a pena ser santo, como santo é o Senhor. Sede Santo!

Graça e Paz.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

OLHAI, VIGIAI e ORAI

“ E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá, também, coisas espantosas, e grandes sinais do céu.
Mas, daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo..” – (Lc 21. 11; Mc 13. 32, 33)
O que houve no Haiti e as consequências desta catástrofe é previsto no sermão profético de Jesus Cristo, nos evangelhos do Novo Testamento. Já vi vários artigos dizendo sobre o que aconteceu no Haiti no sentido de julgamento daquele povo por seu pecados. Não é bem assim. A bíblia nos diz que isto aconteceria em muitos lugares. Se fosse por causa de pecado, quem escaparia da ira de Deus? Não existiria país que pudesse não ser julgado. Em todos os lugares nos diz a Bíblia. Isto aconteceu na Califórnia – EUA, em Istambul – Turquia, Tóquio – Japão, na Grécia, Itália, etc. Cada vez mais sabemos de terremotos em todos os lugares, isto é apenas um sinal, sinal dos eventos que precedem a volta de Cristo. Há outros sinais: pestes, guerras, violências, fomes (como está acontecendo no Haiti), etc. Há também várias interpretações do que haverá de acontecer no fim dos tempos. Exatamente como será é uma incógnita. Existe muita especulação, somente o que é certo é que, acontecerão estas coisas e, haverá arrebatamento e Jesus voltará. Mas, quando e como isto acontecerá, se antes da grande tribulação, ou no meio, ou depois... Se será um acontecimento único ou separado (o arrebatamento e a segunda vinda), não podemos ter a certeza. Cada um é livre para pensar ou interpretar como quiser (com coerência é claro) e, isto não mudará o fato dos acontecimentos. Cristo voltará! O que Cristo deixa implícito em sua revelação é que devemos observar, vigiar e orar. Estar vigilante é o mandamento de Jesus mais importante para se manter viva a esperança da Igreja. Vigiar e esperar a volta de Cristo é o que nos faz perseverar e, ai daquele que não estão vigilantes e estão longe de Cristo (Mt 25. 1 – 13). Que a palavra MARANATA esteja em nossos lábios como louvor e adoração – “Maranata – ora vem Senhor Jesus!” Ap 22. 20.
Graça e Paz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Você está pronto para pagar o preço?

Será que você está pronto para pagar o preço? Alguns que se dizem “evangélicos” e pregam somente sobre a prosperidade, uma vida de bênçãos materiais, que chegam a dizer que se o fiel não tem posse de coisas materiais, assim como: carro importado, casas em vilas ricas, uma poupança gorda e coisas assim, não são abençoados e vivem em pecados. Esse tipo de “pregador” que dizem que o crente só deve ter bênçãos em cima de bênçãos (materiais), provavelmente não conhece, ou ignora o verdadeiro evangelho de Cristo. Estará este pronto para pagar o preço das boas-novas? A resposta evidentemente é NÃO. Em Romanos 8.18 – “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada”. Paulo ao pronunciar estas palavras, certamente estava falando de um acontecimento e uma experiência própria a qual estava vivendo; uma perseguição pela Palavra da Cruz. (2 Co 1. 3- 11) Ele estava sentindo em sua vida o peso e pagando o preço de SER um cristão autentico. Um cristão autentico, é aquele que leva em seu corpo as marcas de Cristo (Gl 6.17). Marcas estas que não são visíveis ao olho humano, porém são sentidas quando se trabalha em favor do Reino Espiritual. Quanto custa então, o preço de ser Cristão? NADA, em comparação ao preço pago na cruz do calvário por Cristo. Talvez se viver uma vida totalmente dedicada à obra de Deus, ainda assim será de pouco valor se comparar com a obra de Deus Pai ao entregar seu Filho, despido de toda a majestade, em amor ao Mundo (Jo 3.16). Porém em meio ao sofrimento, Cristo diz: “... Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. (Jo 16.33) Por mais pesado e custoso o trabalho, Deus nos conduz e alivia através do Poder de seu Filho, e nos consola com a ação de Seu Santo Espírito. As aflições e angústias não custam nada perto da Glória que teremos no futuro com Deus. “Sei o que é passar necessidade e sei o que ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. (Fl 4. 12 e 13) A Palavra de Deus não nos direciona à Prosperidade MATERIAL e sim uma satisfação ESPIRITUAL (estar alegre). Você está pronto para PAGAR o PREÇO?
Graça e Paz

Não Somos “O Único”

Muitas vezes nos encontramos em situações que parecem que somos “o único” a defender uma causa. Neste momento onde vemos a Palavra do Senhor sendo usada de maneira incorreta, usada como meio de se ganhar dinheiro a custas da fé de muitos. Onde encenações de curas e expulsões de demônios têm maior destaque e atenção do que a pregação da Palavra de Deus. Parece que somos “o único” a defender a verdadeira causa do evangelho. Em 1 Reis 19, dos versículos 9 a 18, mostra Elias em uma caverna, sozinho, desapontado com a situação de seu povo, entristecido, deprimido e ameaçado de morte. Parecia ser “o único” a defender a causa de Deus de Israel. Em sua ótica via o povo todo imerge a idolatria, “... Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me.” (vs. 10 e 14). Porém, a ótica de Deus não é a mesma nossa. Ele enxerga além, e está no controle da situação. Nossos olhos não alcançam os corações e intenções dos homens. Onde não vemos esperanças Deus faz brotar esperança. Assim, Deus mostra para Elias que ele, na verdade, não estava sozinho. Além mandar ungir dois reis, Hazael como rei da síria e Jeú como rei de Israel, manda também ungir Elizeu como seu sucessor. E ainda, Deus preserva a vida de sete mil fieis israelenses, que não haviam se curvado ao deus Baal, para seu exército. Não é maravilhoso? Quando achamos que somos “o único” a defender a causa de Deus, ele mostra que na verdade está sobre o controle da situação e seu exército é maior do que esperamos.
Graça e Paz

Alimento Espiritual

O capítulo 19 de 1Reis conta-nos que um dos maiores, se não o maior dos profetas de Deus de todos os tempos, Elias, teve medo. Mesmo depois de presenciar todo o Poder de Deus manifestado em sua presença, temeu seu futuro logo que foi ameaçado de morte. Nos versículos de 1 a 8, presenciamos um sentimento que, em muitas vezes em nossas vidas, pode nos ocorrer, o sentimento de impotência. Perante a situação negativa de sua vida, Elias prefere fugir do lugar onde se encontrava e entra literalmente num deserto, caminhando um dia inteiro. Podemos observar seu cansaço e angustia e, achando uma árvore no meio do caminho ele se põe a orar. É alimentado por um anjo de Deus, mesmo depois de clamar por sua morte em uma depressão profunda. O interessante neste texto é que, após ser alimentado e ter descansado e, novamente se alimentado, isto lhe dá vigor o suficiente para caminhar quarenta dias e quarenta noites até a presença de Deus no monte Horebe.
Podemos passar por medo, sentimento de impotência, angústia e depressão. Podemos caminhar em um deserto de solidão e vazio interior, onde parece que Deus nos abandonou. Mas, se buscarmos no deserto uma sombra de acalanto e refrigério, mesmo com vontade de entregar os pontos, é hora de refletir e achar em Deus o alimento para prosseguirmos o caminho. Perseverar é preciso nesta caminhada até conseguir de Deus a resposta para todo esse momento de perturbação. Confiemos em Deus e ele nos mandará anjos para nos servir o alimento espiritual.
Graça e Paz

O Deus que Age no Oculto

Oculto é um adjetivo da língua portuguesa que significa ALGO ESCONDIDO ou SOBRENATURAL. Na bíblia, em Mateus 6, há três passagem que Jesus aponta para “...o Teu Pai que está em oculto...” (vs. 4, 6, 18). O primeiro falando sobre esmola, segundo sobre oração e o outro sobre jejum. Temos que entender que nossos votos são a Deus, somente a Ele devemos nos apresentar como sacrifício vivo, santo e agradável. (Rm 12.1) Todo o nosso proceder deve ser apresentado a Ele em oculto, e a promessa é que Ele nos recompensará publicamente. O primeiro ponto que devemos analisar aqui é a ação: dar, fazer, entregar, etc. É a Lei da Semeadura – aquilo que se plantar irá colher – aí, se escolhe o que plantar: coisas boas ou más. Porém, aquilo que se plantou terá que colher. Ao dar uma esmola, ao orar, e ao jejuar, não se pode estar anunciando, mostrando – “olha estou dando esmola, olha estou aqui ajoelhado orando, olha estou em campanha de jejum, etc.” – No sentido de sobrenatural, de estar escondido, em secreto, ou seja, de não poder ver, é preciso usar uma ferramenta que Deus deu a cada um de nós, a fé. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11. 6), porém tendo fé de fato agradamos a Deus. E, é isso que Ele espera de nós, que acreditemos naquilo que não vemos, que usemos da fé para conquistar o que o nosso coração mais deseja. Deus está agindo em oculto a nosso favor e recompensará tudo o que fazemos em favor de sua vontade: "Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque, com a mesma medida com que medirdes, também vos medirão de novo.” (Lc 6.38) - “Porque Deus é o que opera em vós, tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Fp 2.13)

Graça e Paz

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

RESPONSABILIDADE NA CONSAGRAÇÃO

“Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao Senhor de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda a coisa consagrada será uma coisa santíssima ao Senhor. Toda a coisa consagrada, que for consagrada do homem, não será resgatada; certamente morrerá.
Também, todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor.” – (Lv 27. 28 – 30)

Quando falamos em consagração não temos a noção exata do termo. Para o povo de Israel, Deus deixou claro através da lei o que significava tal termo. Consagração, antes de mais nada, era para Israel e é para nós, uma coisa santíssima ao Senhor. Depois, qualquer coisa consagrada a Deus era de Deus e não tinha como resgatar, ou seja, não dava para desfazer tal compromisso. Na verdade, o que Deus quer nos mostrar, é que quando consagramos nossas vidas ao Senhor, não tem mais volta. Para Israel quando alguém voltasse atrás na decisão de consagração o castigo era a morte. Hoje, o que Deus requer de nós é o compromisso, a fidelidade, reconhecimento, dedicação em Sua obra, tal como fossemos morrer se não agíssemos assim. O dízimo também deve ser consagrado a Deus, o dízimo pertence a Deus e é santo. Quando se recebe o ganho mês a mês, o assalariado ou o empresário, deve dedicar, consagrar a parte que cabe ao Senhor. Esta atitude é de reconhecimento de que Deus está nos abençoando e que, tem nos dado o sustento e não deixado passar por necessidades. Porém, esta consagração de vida ou de dízimos não deve ser feita depois de esperar o agir de Deus, deve ser feita antes das coisas acontecerem, como prova de fé. Deus não agirá antes para que nós ajamos amanhã. Ele se agrada com nossa fé (Hb 11. 6), portanto, ele espera que tomemos uma atitude de fé, para que Ele possa tomar uma atitude de bênção, no tempo certo, em nossa vida. Deus tem uma bênção especial para você e para mim. O que temos feito para merecer esta bênção guardada para nós? Pense.
Graça e Paz.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Corpo, Alma e Espírito Consagrados a Deus

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis, para a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” – (I Ts 5. 23 – 24)

Sendo nós a semelhança de Deus, digo semelhança e não igualdade, temos três elementos formadores desta unidade, assim como Deus. É obvio que Deus é formado por três elementos espirituais (Jo 4.24) de igual importância de força e divindade, porém com características e funções diferentes, atuando de forma conjunta. Nós seres humanos somos formados por: corpo, alma e espírito. Temos a parte física (corpo), a parte mental, emocional, racional, etc. (alma), e o fôlego de vida, essência, existência, parte dada por Deus (espírito). O que precisamos entender é que, se temos estes três elementos formadores do ser, estes três devem ser consagrados a Deus. Em Romanos 8, o apóstolo Paulo nos instrui a andar segundo o espírito. Quando aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, somos unidos a Deus pelo Seu Espírito através do espírito – “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” – Rm 8.16. A carne, falada por Paulo em Romanos, é o desejo carnal, ou a concupiscência, não está ligado ao corpo como estado físico, mas está ligado pelo estado mental, ou seja, a alma. Quando o apóstolo diz – “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” – Rm 8.8, quer dizer que os que mentalmente estão desfrutando da concupiscência da carne, estão ligados a carne, se inclinam para as coisas da carne, este estão em pecado, não estão agradando a Deus. Corpo, mente e espírito devem agradar a Deus. Busque em Deus isto, Ele é fiel, e também o fará fiel!
Graça e Paz!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Em 2010, Glória a Ele

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos!
Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Ámen. (Rm. 11. 33-36)

Palavras chaves: entrega total; reconhecimento; alvo da Igreja; Glória a Deus.

O Senhor é o dono de tudo, a Ele pertence tudo (Sl. 24.1). Em João 1. 1-2, diz que por Ele e para Ele foram feitas todas as coisas. Qual o papel da Igreja com relação a esta verdade? Reconhecimento. Reconhecimento de que, sem Ele não somos nada, sem Ele se quer existiríamos. Qual o alvo da Igreja para este ano que se aproxima? O alvo é a Glória de Deus, não só neste ano, mas, em todos os anos, meses, dias e horas de nossas vidas. A Glória de Deus em reconhecer que perto dele somos pó, somos criaturas do Seu poder criador. Reconhecer que existimos por Ele e para Ele, pois somos dEle. Porque, pela Graça, e somente pela Graça, ao crer nEle, obtemos o poder de sermos feitos FILHOS de Deus (Jo 1. 12). Isso nos deixa em posição favorável, não que não passaremos mais por problemas e aflições, mas, sabemos exatamente que nEle temos o consolo e a ajuda necessária para suportar qualquer aflição. Por isso, neste ano de 2010, temos que ter a renovação de nossa mente para entender exatamente a boa e agradável vontade de Deus para as nossas vidas e, nos entregar totalmente em suas mãos para fazemos a obra que para nós está conferida (Rm 12. 1 – 8). Desejo que neste ano, eu e você, tenhamos a noção exata da vontade de Deus. Desejo que neste ano, sejamos mais do que meros irmãos em Cristo, que tenhamos a vontade de Deus estampada em nossos corações. Que sejamos mais do que ouvintes, mas sejamos, acima de tudo, praticantes da Palavra. Que cada um exerça seu dom com toda a vontade repartida a nós pelo Espírito de Deus. Desejo que tenhamos amor e comunhão, e toda a característica do fruto do Espírito (Gl 5. 22). Desejo que em 2010, aprendamos muito mais de Deus do que em 2009. Que tenhamos um ano de conquista e vitória, em Nome de Jesus Cristo! Amém!
Pr. Henderson
Segunda – 28 dez 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Construindo o Cristão

Construindo o cristão
Texto base: Mateus 7. 24-29
Texto devocional: Lucas 14. 25-35
Versículo chave: “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha” – Mt 7.25

Introdução
Comparo aqui o cristão como uma casa a ser edificada. Daí a importância da educação como formadora de princípios éticos e morais. Construção de caráter a partir do exemplo histórico-bíblico e teológico. A importância de se formar uma base para a construção do novo ser, a casa a ser edificada na rocha que é Cristo. O acompanhamento e a manutenção do cristão, reformas e formação de pensamentos bíblicos. A formação de uma unidade de ensino onde a mutualidade e a comunhão seja tão impactante como foi a igreja primitiva de Atos 2. 42-49.

Todo projeto de construção começa com um planejamento
O projeto para a vida cristã começa com um planejamento para o crescimento da vida cristã. É como construir uma casa. Jesus em um dos seus discursos faz uma advertência que, ninguém começa um projeto de edificação sem antes planejar e prever seus gastos para ver se este projeto está dentro do seu orçamento. A educação cristã tem que ser bem planejada afim de que o aluno-cristão esteja certo de que vai ser bem nutrido.

Investindo em recursos
Os recursos investidos na vida cristã são as ferramentas para ele se desenvolver como indivíduo em sua vida cotidiana. São valores passados a fim de transformar o caráter e moral, seja ele: familiar, cidadão, cristão e educacional. As ferramentas a serem usadas são: a Bíblia (Palavra de Deus), oração, devoção e um bom livro devocional.

Uma vida devocional
Não há um bom projeto se este não for investido em uma vida devocional. Para se construir um cristão é preciso que ele esteja inserido dentro de um terreno onde poderão ser firmado suas bases e alicerces. Em Mt 7. 24-25, Jesus adverte que o ouvinte que se torna praticante da Palavra e não só ouvinte é semelhante ao homem que construiu sua casa sobre a rocha – sopraram-se os ventos, caiu a chuva, desceu a enxurrada e a casa continuou intacta. O aluno deve ser praticante da palavra e não só ouvinte. Tem que ter uma vida de devocional diário, um alimento a base de oração e leitura da Palavra, acompanhada de um livro de orientação cristã.

Toda construção começa a ser edificada pela base
O alicerce para a construção do cristão é a ROCHA chamada Jesus Cristo (Mt 7 24-29). Nela o cristão deve estar alicerçado e fixado para aguentar toda a água da enxurrada e o vento forte. Só firmado na Rocha o aluno-cristão terá a base para a construção do seu caráter renovado na transformação das boas-novas de Cristo.

Construção edificada na areia
A casa firmada na areia é passiva de ser derrubada pela enxurrada e o vento (Mt 7.26-27). Sem base o aluno-cristão que entra em um mundo de provações e aflições está passível a ser derrubado pelas circunstâncias da vida. Em Jo 16.33, Jesus nos afirma que no mundo teríamos aflições, e se não tivermos base ou, se nossa base estiver fixada na areia então estaremos passíveis de sermos derrubados pelos ventos e enxurradas da vida.

Construção edificada na rocha
Agora, se nossa base for firmada na rocha então estaremos seguros de que no mundo de aflições, Jesus é o nosso ânimo para a edificação da construção da nossa casa, pois ele mesmo passou por tudo que um homem pode passar (teve aflições também) e, venceu o mundo. (Jo 16.33)
O aluno-cristão tem que entender que somente seguindo os exemplos de Cristo poderá crescer e edificar-se como casa e habitação do Espírito Santo.

Toda edificação precisa de segurança e amarrações
Uma casa para ser edificada com paredes sólidas deve ser construída com tijolos bem amarrados, assentados com argamassa bem preparada. O aluno-cristão deve receber um ensino firme e fundamentado nos princípios da doutrina bíblica e cristã. Estes são os tijolos bem assentados e amarrados da parede da casa do aluno-cristão.

O Tijolo
O tijolo desta parede edificada é a doutrina bíblica e os ensinamentos dos santos apóstolos (At 2.42-49). Esta edificação tem que ser firme e forte neste propósito. Só assim o cristão tem suas paredes preparadas para receber o vento e permanecer firme em sua convicção cristã. Se assim não for poderá ser levado por qualquer vento de doutrina – “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.” Ef 4.14

A argamassa
A argamassa para esta parede é o próprio Espírito Santo, que nos faz lembrar de todas as coisas ensinadas por Cristo através de seu evangelho (Jo 14.26). A junção do tijolo que é a doutrina e a argamassa que é o Espírito Santo, dará a construção firmeza para suportar qualquer perigo de degradação da casa. Suportará qualquer enxurrada e chuva que bate sobre ela.

Todo edifício precisa de proteção e teto contra chuva
O teto é a proteção da chuva que cai, do granizo e até mesmo raio de tempestade. Para se chegar ao teto e construí-lo o aluno-cristão precisa aprender sobre persistência. Não é fácil chegar nesta fase da construção. Para se construir um teto o cristão tem que já ter uma base e uma parede já constituída. Leva tempo e, o esforço é grande para encher a laje de massa de concreto. Por isso o cristão tem que já estar com sua formação iniciada, persistir é preciso! Todo teto é construído com laje feita de ferros e concreto, madeiramento e telhas. Todos estes elementos são conquistados e ganhos na medida em que avançamos na vida cristã. É realmente construído com persistência e devoção.

Toda casa precisa de revestimento
O revestimento é poder que o Espírito Santo dá ao aluno-cristão (I Co 12), sãos os dons desenvolvidos pelos cristãos que dará a beleza e proteção para a construção do cristão. Toda casa depois de edificada ganha um revestimento de chão (piso de concreto), parede (chapisco e reboco de cimento) e teto (reboco de cimento). Para o aluno-cristão esta fase é uma experiência no serviço da igreja, o desenvolvimento dele dentro do contexto da igreja.

Toda a casa precisa de acabamento
O acabamento para esta casa em formação é a plenitude do Espírito (Gl. 5. 16- 26). O aluno-cristão experimenta toda a sensação e luta da construção da formação do seu caráter cristão e já vive agora dentro do contexto da igreja, então é hora de desfrutar plenitude de sua vida dirigida e comandada por Cristo através do Espírito Santo. É a fase mais cara da construção da casa, porém a mais bonita também. O cristão tem que lutar e trabalhar muito para chegar a este patamar proporcionado pela vida devocional diária. Muito se construiu e mudou no caráter do aluno-cristão até aqui, muito tem ainda a fazer para que este acabamento não se degrade. Mais viver na plenitude do Espírito é ter a casa com todos os azulejos, pisos, peças do banheiro e da cozinha no lugar, pronto para receber a mobília que é a missão da vida cristã.

Conclusão:
O aluno-cristão recebe em sua vida devocional proporcionada pelos ensinamentos cristãos, as ferramentas para se desenvolver como um seguidor verdadeiro de Cristo. Estes ensinos o são passados em ambientes que o proporcione o desenvolvimento intelectual de forma aprazível e com eficácia. E é como construir uma casa edificando em sua totalidade parte por parte.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Senhor é o Meu Pastor

Introdução: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará” - Salmos 23. 1
O que ainda te faz falta? Será que você vive uma vida tranquila, ou vive pensando em como solucionar seus problemas? Esta é uma reflexão sobre o cuidado do PASTOR com sua ovelha, e ainda, esta reflexão esclarece o ponto de vista da ovelha com o seu PASTOR.

Tranquilidade – vs. 2 e 3a
a) no sustento (em verdes pastos)
O Senhor nos dá tranquilidade em nosso caminhar, não que teremos um caminho só de graminhas verdes e macias, teremos pedras com certeza. Mas, se Ele nos conduz, se é Ele que vai a frente, então Ele nos guiará ao melhor caminho, não importando como nos conduzirá a ele.
b) na consciência sadia, que repousa tranquila (… me faz repousar...)
Como é gostoso quando deitamos e dormimos tranquilamente, quando sonhamos apenas sonhos que nos dão paz. Como é bom quando temos alguém para nos acariciar enquanto pegamos no sono. Como é bom termos tranquilidade! Assim é toda a ovelha que confia em seu pastor: Ela não temerá se ao redor existe um lobo ou um leão, pois ela sabe que seu pastor está ali para protegê-la. Ela não temerá se amanhã terá o pasto para se alimentar, ela não se revirará em seu leito pensando se terá sustento. Ela apenas dorme tranquila.
c) em esperar por restauração (… restaura-me o vigor)
"O Senhor nos dá enquanto dormimos" (Sl 127.2b em minhas palavras) Ele nos dá o vigor, Ele restaura o vigor, ele nos supre, nos nutre através da sua Palavra, nos enche de energia para enfrentarmos o dia-a-dia.

Condução - vs 3
a) veredas de justiça – são caminhos justos e dos justificados;
Veredas são caminhos já trilhados por alguém que, através do seu caminhar mostra aos outros o atalho para se chegar ao destino. O nosso Pastor nos guia a estes caminhos, a estas veredas. Cabe a nós, suas ovelhas, segui-lo por estas trilhas deixadas, caminhos cansados, ou seja, pisar por onde pisou seus passos. Segui-lo, mesmo não sabendo o destino certo de nossas vidas. Em meio a tantas decisões, devemos saber qual caminho devemos seguir. Confiados em nosso Pastor, temos certeza de caminhar por caminhos de justiça, caminho de paz.
b) por amor ao Teu nome – é Deus que desenvolve este amor por ele;
Nós só conseguimos amar de fato alguém quando tornamos íntimos desta pessoa. Assim também é com Deus. Só podemos amá-lo, de fato, se com ele andarmos dia após dia, hora após hora, tornarmos íntimos dEle. quando Ele nos mostra as veredas de justiça, obrigatóriamente andamos ao seu lado, em seus passos. Suas vontades passam ser nossas vontades e, sabemos como devemos ter nossas vontades dentro de Suas vontades. É nessa intimidade que conseguimos o amor por amar Seu nome.
c) resolução de problemas (...e me conduz a águas tranquilas; - vs 2b)
Águas tranquilas significa tranquilidade para se resolver problemas, paz em meios aos problemas. É difícil chegar ao outro lado de um rio quando há correntezas e redemoinhos que nos levam em direções que não estamos esperando. Mas, quando se tem águas tranquilas fica fácil chegar a outra margem, ou seja, ao objetivo. Águas tranquilas são um alívio para chegarmos ao outro lado sem nos cansarmos ou estressarmos.

Confiança – vs. 4
a) impotência na situação sombria (vale de trevas (sombra) e morte);
O Vale da sombra da morte não é exatamente a hora da morte, mas, uma hora de nossas vidas que são sombrias, digna de medo, pavor, desespero, ou até mesmo situação de impotência e morte (de entes queridos, amigos próximos). O senhor é a vara e o cajado para nos guiar e proteger nestes momentos sombrios e sem perspectiva.
b) nos perigos e dificuldades da vida (não temerei mal algum);
O medo e o temor nos sobrevem em vários momentos da vida, principalmente quando nós somos envolvidos no perigo. O importante é não temer o mal. Quando estamos andando com o nosso PASTOR ele nos protege e nos consola na hora de enfrentearmos o "mal".
c) proteção e correção (a tua vara e o teu cajado me protegem).
Em um momento de impotência em situações de medo e insegurança, precisamos confiar que Deus estará com seu cajado para nos tirar de eventuais precipícios e ladeiras. Temos que confiar em Deus quando levamos algumas varadas para endireitar nossos passos em seu caminho. Confiança é a palavra para as situações de desespero e dor.
“Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem.” Pv. 3, 11 e 12.

Exaltação – vs 5
a) banquete na presença do inimigo – honrarias de Deus em vida (o banquete, festas);
Quando vencemos alguma situação, o SENHOR festeja conosco. Ele tem o prazer de nos colocar em lugar de destaque e exaltação. Porém, a humildade de reconhecimento desta posição deve ser dada a Deus que nos capacita para isto. (Dt 8. 17-18)
b) unção de poder – exaltação no Espírito
A unção na bíblia tem três sentidos: a) como bálsamo - a unção era usada para perfumar e para umidificar a pele ou cabelos, neste caso era usado com perfume, era feito com ervas aromáticas (Ec 9.8); b) unguento - era com fins medicinais, tinha a função de remédio, era muitas vezes preparado com ervas medicinais, então tinha a função curativa (Tg 5.14); c) Síbolo de poder - unção feita com imposição de mão simbolizava que este representaria a vontade de Javé na condução de seu povo (rei, sacerdote), preparo de poder – virtude do Espírito (I Sm 10.1, 16.12-13); Neste Salmo Davi, agora se coloca nestes três significado: como ovelha - recebemos a unção do cuidado do PASTOR (unguento); como ministro - devemos exalar o bom perfume (Ef 5. 1-2); como embaixadores (representantes do reino - II Co 5. 20) - devemos ser ungido para a boa obra de Cristo, o bom PASTOR, e testemunhar como seu representante. Na presença de nossos inimigos ele nos unge para estas três tarefas.
c) prosperidade – transbordar o cálice - Deus nos dá do melhor e quer que desfrutemos de uma vida de abundância (Jo10.10). Isto não significa que Deus promete riquezas materiais, mas promete riquezas espirituais. A prosperidade que podemos alcançar é uma vida de paz, onde tudo dá certo. A vida abundante é, sem dúvida, a vida eterna que só temos em Cristo.
“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! - (Ef. 3. 20, 21).

Esperança – vs. 6
a) Frutificação – bondade e fidelidade a Deus são características do fruto do Espírito (Gl. 5. 22 e 23);
Quando se anda amparado pelo poder do PASTOR, ele nos dá condições para desfrutar de seu amor e isso, produz frutos em nossas vidas. Transparecemos as características do fruto do Espírito.
b) Perseverança (… todos os dias da minha vida...);
Andar e seguir o PASTOR é, acima de tudo, perseverar em seu caminho. Comer de seu pasto, deixar-se guiar ao caminhos de justiça, beber de sua água, repousar em sua vontade. Não ser de si mesmo, mas ser ovelha de Seu pasto, ovelha pertencente a ELE. (Jo 10. 27, 28)
c) Certeza da Salvação – habitarei para sempre na casa do Senhor
A oportunidade de sempre voltar a Casa de Javé (relacinado ao templo) é, com toda a clareza, alegria de servir e deixar-se guiar pelo PASTOR. A casa de Javé é a casa do PASTOR (v. 1), pois são a mesma pessoa. Há alegria em estar na casa de Deus - "ALEGREI-ME quando me disseram: Vamos à casa do Senhor."(Sl 122.1) Mas, também podemos nos referir a morada eterna, a verdadeira morado do Senhor. Esta sim, é a habitação que queremos desfrutar na presença dEle.

Deus o abençoe muito,
Graça e Paz em Cristo Jesus.

Pr. Henderson Luiz